Amamentação de livre demanda: entenda os benefícios

Quem amamenta sempre que o bebê quer, sem contar tempo de intervalo ou duração da mamada, tende a acelerar a descida do leite, facilita a Apojadura, entre outros benefícios. Confira hoje o que mais a livre demanda pode fazer por você e o seu filho.

Livre demanda é quando você não precisa se preocupar em definir horários para dar o seio ao bebê. Ele decide quando e o quanto quer mamar.

Uma cartilha publicada pela Associação Brasileira de Pediatria (ABP), além de outras recomendações, traz uma grande “novidade”: a amamentação por livre demanda. Nesse tipo de aleitamento, a mãe é orientada a amamentar sempre que tiver vontade ou que seu bebê pedir.

Na verdade, consiste em seguir antigas recomendações sobre cuidados com os recém-nascidos, coisas que entidades médicas estão arrematando e incentivando. Entre as indicações revisadas está a que fala dos horários de amamentação – talvez a mais libertadora para as mães.

Na prática, significa que elas não precisam ficar angustiadas com os choros desesperados de fome enquanto a criança desenvolve uma rotina de alimentação.

A “nova” recomendação é a que o bebê é quem manda. Assim, poderá aprender também a lidar com a saciedade, algo que os especialistas acreditam que possa reduzir o risco de obesidade no futuro.

De acordo com os pediatras, a livre demanda também torna o leite melhor e impede que ele seque antes do tempo.

Pontos positivos da amamentação de livre demanda

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• Geralmente, a criança que tem liberdade de horário na alimentação perde menos peso depois de nascer e ainda estimula mais a lactação;

• Quando o bebê decide quando deseja mamar e a quantidade de leite que precisa, a descida do líquido e a produção láctea são melhores e mais adequadas;

• A mamada livre também previne a dor e o endurecimento da mama pelo leite congestionado. Quando os seios estão muito cheios, podem surgir inflamações (as famosas mastites);

• Fortalece os laços entre mãe e bebê;

• A livre demanda ajuda a frear a ansiedade do bebê, que prejudica o aleitamento. Basta lembrar que, indo ao peito com muita fome e vontade, é comum machucar o seio da mãe.

Sobre os intervalos regulares de 3 horas para alimentar o nenê, eles não são errados. Mas, acredita-se que a recomendação sirva mais nos casos em que o pequeno está ingerindo fórmulas infantis, tais como leite de vaca modificado.

O motivo é simples: a composição e a difícil digestão desses produtos costumam provocar demora no esvaziamento do estômago e, portanto, na sensação de fome, algo que não ocorre com o leite materno, que é fácil de digerir, deixando o bebê faminto outra vez rapidinho.

O ideal é que os pais aprendam a interpretar os sinais de fome, diferenciando-os de outros tipos de choro.

É normal, principalmente entre os inexperientes, não saber se o filho abriu o berreiro porque está com a barriguinha vazia, está fazendo manha ou tem cólica, por exemplo.

É inegável que a amamentação de livre demanda exige mais da mãe e, no início, certos problemas podem abalar a determinação de insistir nesse método. Porém, com amor e paciência, tudo se resolve.

Amamentar em livre demanda é não impor horários ao seu bebê. Ele pede, você dá. Simples assim.

A ideia é não deixá-lo esfomeado. Mas, lembre-se que os pequenos pedem peito também porque precisam sentir a segurança que só os braços da mãe podem proporcionar.

Até o próximo post!