Tipos de anestesia: peridural e raquidiana; saiba como elas funcionam

Uma das preocupações das futuras mamães é, sem dúvida, quanto aos tipos de anestesia durante o parto. A peridural e a raquidiana são exemplos delas. E hoje vou ajudar a esclarecer como elas funcionam. Vamos lá!

A peridural e a raquidiana estão no grupo das chamadas anestesias regionais. São procedimentos comuns em cirurgias mais simples, em que o paciente pode ficar acordado.

As regionais bloqueiam a dor apenas em uma área do corpo, como o nome já sugere. Por exemplo: um braço ou perna; a região inferior abaixo do abdômen etc.

A anestesia raquidiana, ou raquianestesia, é feita por meio de uma agulha de pequeno calibre, que é inserida nas costas do paciente. Ela deve atingir o espaço chamado de subaracnóideo, dentro da coluna espinhal.

Então, o anestésico é introduzido no liquor, o líquido presente em nossa espinha, resultando em relaxamento muscular e dormência temporária.

Funciona assim porque a substância bloqueia os nervos que passam na lombar, evitando que os estímulos dolorosos originados nos membros inferiores e no abdômen cheguem ao cérebro.

Por isso, a raquianestesia é bastante utilizada em cesarianas e intervenções ortopédicas.

Como age a anestesia peridural

Ela parece com a raquidiana, mas há algumas diferenças. Uma delas que é o anestésico é injetado na região peridural, localizada em torno do canal da espinha. Ou seja, não é dentro dele exatamente, como na raquianestesia.

E mais: em vez de agulha, aqui o anestésico é injetado por um cateter implantado no espaço escolhido. O motivo é que a substância vai sendo administrada constantemente, em vez de ser inserida de uma só vez.

Esta diferença permite, inclusive, que a anestesia peridural seja aplicada para controlar a dor nas primeiras horas do pós-operatório. Basta manter os analgésicos via cateter.

A quantidade de anestésicos na peridural é bem menor do que na anestesia raquidiana.

A anestesia peridural é comum no parto normal.

Possíveis complicações nos dois tipos de anestesia

Tanto na peridural quanto na raquidiana, o efeito adverso mais frequente é a dor de cabeça. O problema acontece quando o liquor sai pelo furo feito no canal espinhal, provocando redução da pressão dele ao redor do sistema nervoso central e, portanto, a dor.

A função da anestesia e o mecanismo da dor: saiba mais

As anestesias bloqueiam temporariamente a capacidade do cérebro de reconhecer o estímulo doloroso. Sem elas, os médicos não poderiam realizar cirurgias e outros procedimentos invasivos sem que o paciente sentisse dor – muitas vezes extrema.

Lembrando que a dor é um mecanismo de defesa do corpo e entra em ação sempre que uma parte de nós, um tecido nosso, esteja sofrendo algum tipo de agressão, estresse, injúria ou coisa parecida.

A dor nos faz reagir quando encostamos em algo que queima ou fura. A resposta, em condições normais, é sair logo de perto da ameaça.

E é o cérebro que dá esse recado através de um complexo e rápido sistema que envolve receptores para identificar lesões e nervos sensitivos responsáveis pelo transporte da sensação de dor. Nossa pele é bastante rica em nervos assim.

Ao sinal de desconforto, os sinais elétricos correm em direção à medula espinhal e, em seguida, para o cérebro, onde acontece o reconhecimento da sensação dolorosa.

Para bloquear da dor, podemos interferir em três pontos: no local exato do incômodo, com bloqueio dos receptores; na medula, inibindo o sinal que vem de um nervo periférico; e no próprio cérebro, evitando que ele reconheça os avisos dolorosos que chegam até ele.

Estas são as três formas de agir sobre a dor – e o princípios básicos das anestesias local, regional e geral, respectivamente. Hoje, você viu mais detalhes sobre a peridural e a raquidiana, as principais entre as anestesias regionais.

Até breve com mais conteúdo!