Banho humanizado para bebês: sem choro e com mais vínculo entre pais e filhos

O ambiente uterino é, certamente, muito diferente do que o bebê encontra fora da barriga da mãe. E o recém-nascido chora ao ser higienizado porque estranha. Por isso, muita gente tem recorrido ao banho humanizado para bebês.

Sabe aquele choro sem sentido, estressado mesmo, do tipo que deixa os pais mais nervosos e angustiados? Não é raro ouvir o som inquietante dos recém-nascidos durante o banho.

Pois saiba que tem jeito de aliviar a situação até que a criança se acostume com o momento da higiene. A prática do banho humanizado é uma dica interessante para fazer o chororô desmedido parar.

A técnica surgiu no Japão e consiste basicamente em banhar o nenê com ele devidamente enrolado em uma fralda de pano, além de cuidados com a temperatura da água. O objetivo principal é relaxar o bebê, principalmente nos primeiros banhos dele.

O primeiro banho, em especial, é um momento único, tanto para a criança quanto para a família. E mesmo com toda a beleza e delicadeza da cena, gera uma certa tensão e medos por causa do choro alarmante.

Muitos hospitais brasileiros já adotaram o banho humanizado, inclusive fazendo suas próprias versões da técnica terapêutica colocando nela nomes como ofurô e japonês. O resultado é um recém-nascido mais calminho, e pais encantados.

De onde surgiu e como é feito o banho humanizado para bebês

Enfermeiras obstetras japonesas criaram o método que chegou ao Brasil por volta de 2003, depois que profissionais locais fizeram cursos no Japão. A técnica, que é recomendada pelo Ministério da Saúde, tem em sua essência a humanização.

A criança é envolvida em um pano até o pescoço, de forma que fique na posição curvada. Então, é imersa na água – que pode ser no balde para ofurô, na pia ou banheira. A temperatura da água merece atenção extra, devendo ficar entre 36,5º e 37,5º.

O segredo da humanização do banho para recém-nascido, na verdade, é muito simples: reproduzir as condições da barriga materna, ou seja, o pequenino fica firme dentro d´água.

Os benefícios vão além da tranquilidade, que já é um resultado incrível! O banho terapêutico ajuda no ganho de peso, mantém a temperatura corporal, alivia cólicas e dores. De certa forma, o banho humanizado ‘organiza’ o que o nascimento bagunçou, digamos assim.

Lembrando que, ao sair do ventre materno, a criança leva um tempo para se adaptar ao ambiente externo.

É uma forma de higienização não apenas voltada à limpeza, que no banho humanizado requer somente sabonete neutro.

Na questão do ganho de peso, a técnica é útil especialmente para os bebês prematuros, inclusive aqueles que ficam nos setores de terapia intensiva. Com foco em relaxamento, o banho proporciona bem-estar aos pequeninos que passam por procedimentos constantes.

Um bebê que fica em CTI é ‘manuseado’ frequentemente, fica com aparelhos e, portanto, precisa relaxar mais para ganhar peso e retomar seu desenvolvimento fora do útero.

Apesar dos vários benefícios, há um pouco de receio por parte de alguns pais devido crendices populares em relação a molhar o coto umbilical.

O tabu vem sendo quebrado pelo banho humanizado para bebês, pois, com os devidos cuidados, o local pode ser sim molhado. Basta secar e limpar bem o coto a cada troca de fralda com álcool 70%.

O nascimento é uma situação completamente nova para a criança. E as tecnologias e procedimentos atuais na área de enfermagem têm proporcionado até mesmo às mães de segunda viagem experiências bastante diferentes.

Que bom que hoje existem novos olhares, novas formas de encarar a atenção aos recém-nascidos e suas famílias quando eles mais precisam, não é mesmo?

Simular o espaço intrauterino e proporcionar um momento agradável de calma e tranquilidade é a função principal do banho humanizado para bebês. Mas que acaba envolvendo e emocionando todos os que fazem parte dele.

E você, já ouviu falar desta técnica?

Até o próximo post!