Como adotar uma criança: veja o passo a passo

Nem sempre é possível ter um filho biológico. Cada família tem suas razões. Mas a adoção é uma forma de dar amor mesmo quando não há laço de sangue.

Com um detalhe importante: adoção é para ajudar a criança, não o casal. O foco precisa ser o menor e várias exigências devem ser cumpridas.

Qualquer pessoa maior de 18 anos pode concorrer à adoção, independentemente de seu estado civil. Mas é necessário que os pais adotivos sejam, no mínimo, 16 anos mais velhos que o adotado.

O primeiro passo é procurar a Vara da Infância e Juventude mais perto da sua residência. Se você pensou bem e decidiu que está preparado (a) para adotar, veja o que acontece em um processo normal:

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10 passos para adotar uma criança

1º. Passo – Na Vara de Infância e Juventude, dê entrada ao pedido de adoção. Você pode fazer isso sem necessidade de advogado, é tudo gratuito.

2º. Passo – Depois da entrada no pedido, você será encaminhado ao setor técnico da instituição, lugar em que terá palestras de orientação sobre documentos e os cuidados necessários.

3º. Passo – Quando os futuros pais são considerados aptos, então, seguem para entrevistas com assistentes sociais e psicólogos. Quem não passa na preparação inicial, ou seja, os considerados não preparados, recebem apoio de grupos de pretendentes à adoção.

4º. Passo – Os pais são avaliados em entrevistas. Além disso, a casa dos adotantes passa por visita de assistentes sociais.

5º. Passo – É emitido um parecer técnico a respeito da situação da futura família. O documento é encaminhado ao Ministério Público. Lá, é elaborado outro parecer e o processo todo segue para o juiz da Vara.

6º. Passo – Nele, o juiz decide se os pais podem realmente seguir em frente. Se eles estiverem habilitados, o registro vai para o Cadastro Nacional de Adoção. Do contrário, a família pode recorrer à decisão.

7º. Passo – A partir do momento no qual os pais são devidamente cadastrados, cabe ao juiz verificar quais crianças estão disponíveis para adoção e que correspondem ao perfil especificado, com o cuidado achar a família adequada à criança, e não o oposto.

Essa fase pode ser mais rápida se o casal fizer menos exigência.

8º. Passo – Se os pais acatam a sugestão do juiz, começa a etapa de “aproximação”. O menor é preparado no abrigo para conhecer a família e os pais são informados sobre a história da criança.

9º Passo – Os adotantes conhecem a criança aos poucos, começando de longe, observando o menino ou menina. Em seguida, dentro de um grupo e, somente após diversas visitas, podem levar a criança para passear.

Mais tarde, também conseguem liberação para o menor dormir na casa da família, tudo acompanhado por assistentes sociais e psicólogos.

10º. Passo – Estando tudo ok, os pais passam a ter a guarda provisória para um “período de convivência” – ainda com monitoramento da Vara e do abrigo. Apenas quando a nova família é considerada “estável”, a adoção é formalizada. Então, a criança é considerada filha, com todos os direitos.

Boa sorte! E até o próximo artigo!