Diabetes gestacional: como prevenir e tratar o problema?

Diabetes gestacional é uma condição temporária que, como o nome já diz, acontece durante a gravidez. Em geral, começa perto do terceiro trimestre e desaparece depois que o bebê nasce.

Normalmente, não apresenta sintomas, apesar de alguns relatos sobre visão turva e muita sede. Na verdade, os sintomas da diabetes gestacional não são percebidos muito facilmente, porque são confundidos com alterações comuns nesta fase.

O tratamento da diabetes gestacional pode ser feito equilibrando a dieta da futura mamãe ou com remédios, tais como hipoglicemiantes orais ou insulina.

A doença tem cura quando o tratamento é seguido corretamente. Porém, permanecerá um aumento do risco de a mulher desenvolver diabetes mellitus tipo 2 em cerca de 10 a 20 anos; e também de voltar a sofrer com a diabetes gestacional em outra gravidez.

Conheça mais sintomas da diabetes da gravidez:

• Aumento da vontade de urinar
• Cansaço extremo
• Em alguns casos, pode haver candidíase frequente ou cistite
• Fome em excesso
• Ganho de peso exagerado (na mulher ou no bebê)
• Inchaço nas pernas e nos pés
• Muita sede

Para tirar a dúvida se os sintomas são os típicos da gestação ou não, o médico deve solicitar o exame da glicose no mínimo três vezes durante a gravidez, sendo o primeiro deles feito na 20ª semana.

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O diagnóstico é obtido a partir das análises de glicemia de jejum (que não deve ultrapassar 85 mg/dl na gestante) e exame da curva glicêmica (a partir da 22ª semana).

Quando a doença é confirmada, a grávida passa a ter controle glicêmico em intervalos curtos e regulares.

Além disso, inicia uma dieta sem açúcar e com exercícios físicos moderados.

Porém, em casos mais graves, com nível de açúcar muito acima do esperado, precisam ser administrados os hipoglicemiantes orais ou insulina. Sempre com aval médico – e somente o que for liberado para as grávidas.

Quando a mulher tem esse tipo de diabetes, o conselho é: comer produtos com baixo índice glicêmico; e diminuir a quantidade de açúcar e carboidratos da alimentação. Ficam de fora doces, refrigerantes, frituras, sucos industrializados, chocolate e manteiga, entre outros.

Nem sempre é possível evitar a diabetes gestacional, já que ela está ligada à alterações hormonais características da gravidez.

Para reduzir o risco de ocorrência, é preciso estar no peso ideal antes da concepção; fazer pré-natal completo; aumentar o peso gradual e lentamente; ter alimentação saudável e praticar atividades físicas moderadas.

A doença é mais comum em gestantes com mais de 25 anos, obesas ou quando a mulher tem intolerância aos açúcares. No entanto, como é resultante de mudanças hormonais, também pode surgir em gestantes mais novas ou com peso normal.

E mais: a placenta, que liga o bebê ao suprimento de sangue da mãe, sintetiza altos níveis de vários hormônios. Quase todos eles atrapalham a ação da insulina nas células, elevando a quantidade de açúcar no sangue.

Portanto, um modesto aumento do açúcar no sangue após as refeições é normal na gestação.

Conforme o feto cresce, a placenta produz ainda mais hormônios que bloqueiam a insulina. Na diabetes gestacional, os hormônios da placenta promovem aumento do açúcar no sangue de tal maneira a ponto de prejudicar o crescimento e o bem-estar da criança.

Se você tem diabetes gestacional, sua pressão arterial precisará ser verificada em todas as consultas.

Você também passará por testes durante a gravidez para checar as suas condições de saúde e de seu bebê. Eles incluem: ultrassom do feto e monitoramento dos batimentos cardíacos dele.

No trabalho de parto, vocês serão acompanhados muito de perto. Depois do nascimento, o seu nível de açúcar no sangue continuará sendo verificado várias vezes, por algumas semanas.

Cuide-se, saúde e até o próximo artigo!