Diástase: o que é e como tratar?

Depois de uma gravidez, muitas mulheres vão à luta para tentar recuperar a forma que tinham antes. Uma das preocupações femininas neste sentido é a diástase do músculo da barriga, muito comum após a gestação e que provoca uma abertura no abdômen.

A diástase do músculo reto abdominal é facilmente percebida, porque há uma espécie de abaulamento da região, especialmente durante esforços. Geralmente, mulheres que passaram por várias gestações são as mais afetadas pelo problema.

Com a gravidez, acontece o aumento do útero que, por sua vez, “empurra” os músculos abdominais para os lados. Porém, existem outras causas para a diástase do músculo da barriga.

Excesso de peso, desnutrição e aumento da pressão (por causa de um tumor) dentro do abdômen são algumas delas.

O diagnóstico é feito no consultório por meio de exame físico, além de ultrassom e tomografia para comprovar a diástase e medir com mais precisão o local e a extensão dela.

Para definir um tratamento é preciso saber o grau do problema e, assim, criar um plano personalizado de combate.

Infelizmente, não é possível prevenir a diástase, mas tomar alguns cuidados ajuda a minimizar o risco de ela acontecer. São eles: fazer exercícios físicos para fortalecer a área abdominal e manter o espaçamento entre as gestações de, no mínimo, dois anos.

Como a diástase pode ser tratada

Na parte da clínica médica, fisioterapeuta ou profissional de saúde capacitado pode orientar o fortalecimento dos músculos que foram expandidos. É fundamental ter um bom acompanhamento, pois exercícios incorretos são capazes de piorar o quadro.

Se o afastamento dos músculos for menor que 4 cm, muitas vezes é possível tratar com sucesso a diástase em cerca de três meses e somente com exercícios. Quando a separação é maior, pode ser necessária uma cirurgia para unir os lados.

A cirurgia de diástase normalmente é feita por um cirurgião plástico, sempre buscando aqueles que fazem parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

O procedimento nada mais é do que um corte transversal no abdômen inferior, algo que lembra uma cesariana.
E mais: descolamento do tecido até o umbigo ou acima; aproximação dos músculos e fixação deles pela chamada aponeurose, ou seja, uma pele grossa que recobre a região como uma cinta.

Além de corrigir a diástase, a cirurgia também é estética, porque reduz o volume da barriga e ajuda a definir a cintura da paciente, já que nestes casos é associada a uma miniabdominoplastia ou a uma abdominoplastia clássica.

É importante destacar que cada paciente tem um período próprio de recuperação, cada caso deve ser analisado de forma individualizada. Às vezes, a musculatura demora um pouco mais para tonificar e, portanto, a recuperação pode ser mais lenta.

De forma geral, as recomendações pós-tratamento da diástase são:

• Dormir de barriga para cima por duas ou três semanas
• Evitar carregar peso excessivo
• Evitar esforço físico durante 40 dias após o parto/cirurgia
• Levantar-se e permanecer sentada conforme recomendação médica
• Manter os curativos sempre limpos e secos
• Não subir escadas
• Não tomar sol ou friagem por um período mínimo de 15 dias
• Usar modelador confortável e adequado

A diástase não é um problema considerado grave. Contudo, pode ser algo muito desconfortável para a mulher pelas alterações estéticas e funcionais que costuma trazer.

A dica é ficar em contato constante com seu obstetra, fazer direitinho o tratamento indicado o quanto antes, seguindo com disciplina as orientações do especialista, sempre com foco na saúde.

Cuide-se e até o próximo artigo!

    1. Mary January 12, 2018

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