Dieta de uma mãe com bebê APLV

No post “Como saber se seu filho tem APLV – ou Alergia à Proteína do Leite de Vaca”, falei rapidamente sobre a necessidade de mudança na alimentação materna quando os bebês ainda mamam no peito. Hoje, eu trago mais detalhes sobre o assunto.

Primeiro, é bom lembrar que as mamães precisam parar de ingerir tanto o próprio leite de vaca quanto os produtos com leite na receita. É que a proteína que causa a alergia passa para o leite materno, provocando os sintomas no bebê.

Mas se você, mãe, descobriu que seu pimpolho tem APLV, ou seja, Alergia à Proteína do Leite de Vaca, não precisa entrar em pânico. E mais: logo você descobrirá que não é a única a passar por isso. Esse problema é bastante comum, infelizmente.

A dieta de uma mãe com bebê APLV deve ser prescrita por profissionais competentes, de forma a esclarecer todas as dúvidas da paciente em relação ao que deve ser excluído do cardápio, sem riscos para ambos, mãe e filho.

Geralmente, o médico e o nutricionista conseguem com alguma facilidade convencer a mulher a respeito da necessidade de começar um regime de exclusão do leite de vaca.

Porém, a jornada pode ficar um pouco mais difícil quando não é apenas um, mas são vários os alimentos que seriam responsáveis pelas reações alérgicas da criança.

Nestes casos, a orientação é começar com a retirada do leite de vaca e derivados.

A medida deverá ser ampliada para outras restrições apenas em casos raros, nos quais somente a exclusão do leite não levou ao resultado esperado. Então, ovo, trigo, soja, entre outros, talvez precisem ser retirados do menu também.

Bebê com APLV: como fica a dieta da mãe?

 

Sem dúvida, a amamentação é muito importante para o desenvolvimento da criança. Só que este gesto de amor e saúde não pode se tornar um fardo.

A dieta de uma mãe com criança APLV não é fácil. Por isso, cabe somente à mulher a decisão de interromper ou não o aleitamento materno de seu filho, tudo com apoio e acompanhamento do pediatra e da família, é claro. É uma condição essencial.

Cada pessoa tem um limite e ele deve ser respeitado! Em determinadas situações, a própria mãe não percebe que chegou ao ponto máximo que poderia aguentar. Então, o pediatra, gastropediatra ou psicólogo entram em cena, ajudando a mulher a perceber isso e a lidar com a situação.

A dieta de uma mãe com bebê APLV deve conter uma suplementação de cálcio (800/1000 mg por dia) ou, ainda, ter uma prescrição adequada para suprir a necessidade do mineral. Afinal, leite e derivados são fontes importantes dele – e ficam fora do cardápio feminino durante um tempo.

Depois que a mamãe começa o regime ideal, demora cerca de quatro dias para que as proteínas do leite de vaca ingeridos por ela não sejam mais identificados.

Lembrando que o leite materno é o mais rico em lactose; sempre vai haver lactose, independentemente de qualquer programa alimentar materno. O que deve ser evitado no caso de bebê como APLV é a proteína do leite, e não a lactose.

Ao ler os rótulos dos produtos, se eles indicam que “contém lactose” pode ser que também tragam a proteína. E só por este motivo esses itens devem ser evitados.

Detalhe importante: a grande maioria das crianças em aleitamento materno com alergia à proteína do leite de vaca também apresenta alergia à soja. Portanto, os alimentos com este tipo de proteína devem ser cortados da dieta de uma mãe com bebê APLV.

Cuide-se e até breve com mais conteúdo para você e o seu filho!