Escarlatina: doença antiga que desafia a medicina moderna

É um verdadeiro mistério o retorno da escarlatina, uma infecção que afetava principalmente crianças e estava praticamente esquecida no século passado, mas voltou a aparecer em algumas partes do mundo, mais precisamente no Reino Unido e na Ásia.

O surto de escarlatina está intrigando especialistas; autoridades de saúde pública ainda não saber dizer quais as causas dele. Na Inglaterra e no País de Gales, a definição da incidência desse tipo de infecção é apontada como “drástico aumento”.

Amostras estão sendo colhidas para verificar se apareceu um tipo diferente da doença. Ao que parece, até agora, não há novidades neste sentido.

Outra boa notícia é que a infecção não se mostrou resistente à penicilina, que é o medicamento indicado para curar a escarlatina. Quando o paciente tem alergia à substância, pode ser tratado com eritromicina. Fora isso, antitérmicos e analgésicos aliviam os sintomas.

Entretanto, os estudos ainda não foram concluídos. Pesquisadores afirmam que o aumento no número de casos é bastante preocupante, principalmente se ficar comprovado que ele acontece por causa de uma resistência da bactéria.

A situação pode mudar a essência da doença, dificultando os tratamentos normalmente receitados para infecções respiratórias do gênero.

No Brasil, não há notícias de um número considerável de casos de escarlatina recentemente.

A doença atinge em grande parte as crianças entre 5 e 12 anos, durante a primavera. E é causada por uma bactéria, a estreptococos do grupo A – ou seja, a mesma da amidalite, pneumonia, artrite, endocardite e de algumas infecções de pele.

A diferença é que, na escarlatina, a bactéria libera toxinas que levam à pequenas manchas vermelhas e confluentes.

A transmissão acontece pelo contato próximo com pessoas infectadas. Como a bactéria é comumente encontrada na garganta, o contágio por saliva é bastante frequente.

No entanto, objetos contaminados também podem propagar a doença, cujo período de incubação varia de um a dez dias.

É possível contrair escarlatina também através da secreção nasal de pessoas doentes ou portadoras da bactéria que não apresentam sinais da enfermidade.

O tratamento da escarlatina é feito com antibióticos, sendo caracterizada como infecção leve na maior parte das vezes.

Seu sintoma clássico é um tipo de palidez, além de descamação e vermelhidão na língua e pele; pontos vermelhos no fundo do céu da boca e dor de garganta.

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Complicações e outras informações sobre escarlatina

Os sintomas da escarlatina somem depois de uma semana de tratamento; ela é curada sem complicações quando os antibióticos são administrados adequadamente.

Quem tem a enfermidade e não apresenta sinais de melhora dias depois de iniciar os medicamentos, deve procurar ajuda médica com urgência.

Quando não é tratada, a escarlatina pode dar origem a uma febre reumática, um problema mais grave capaz de provocar danos permanentes no coração. E ainda: infecção de ouvido, pneumonia e abcessos na garganta; meningite e glomerulonefrite.

O diagnóstico é basicamente clínico, mas existem os exames laboratoriais de cultura e o teste rápido de pesquisas do estreptococo na garganta. Eles ajudam a identificar a bactéria e permitem a exclusão de outras doenças com sintomas parecidos.

Diagnóstico precoce e início imediato do tratamento são fundamentais para evitar consequências mais graves e definitivas.

Fique de olho! Até o próximo artigo!