Espinha Bífida: saiba mais sobre este defeito neurológico e suas consequências

Um defeito grave no sistema nervoso que surge na fase inicial da gravidez e provoca má-formação do tubo neural do feto. Assim podemos definir a espinha bífida.

Tomar ácido fólico antes e durante a gravidez é importante para evitar a deformidade, pois suas causas estão associadas à deficiência materna desta substância.

Na verdade, as causas da espinha bífida ainda estão completamente esclarecidas. Acredita-se que estejam ligadas aos fatores genéticos ou condições da gestante, tais como carência de ácido fólico e zinco, diabetes e consumo de álcool no primeiro trimestre de gravidez.

Espinha bífida: entenda melhor o problema

O fechamento incompleto da coluna vertebral é uma das lesões congênitas mais frequentes. Nela, o tecido nervoso passa pelo orifício da espinha, fazendo surgir uma protuberância mole, ou seja, a medula fica desprotegida. É o que chamamos de espinha bífida cística.

Este problema pode acontecer em qualquer parte da coluna, porém, a região lombossacral é mais atingida porque ela é a última a se fechar, formando uma saliência nas costas do bebê. Se as raízes dos nervos desta área são envolvidas, o nível de paralisia acontece em graus variados.

Existem a espinha bífida oculta e a cística, que se divide em meningocele e mielomeningocele. As duas têm origem durante as quatro primeiras semanas de gravidez, sendo a segunda a forma mais grave da doença.

Na meningocele, o tipo mais leve de espinha bífida cística, a protuberância é coberta de pele e contém somente as estruturas que protegem a medula; a espinha permanece dentro das vértebras. A condução dos impulsos nervosos, por consequência, é preservada.

A mielomeningocele é capaz de provocar dificuldade de aprendizagem, incontinência fecal e urinária, alterações da sensibilidade debaixo da lesão, paralisia nas pernas, entre outros problemas.

Muitas vezes, está relacionada com a hidrocefalia (aumento de líquido cefalorraquidiano no cérebro).

Nem sempre a espinha bífida traz graves consequências para a saúde da criança, como é o caso do tipo oculto da deformidade. Ele pode passar despercebido em alguns casos, pois, normalmente não, causa danos neurológicos.

Sua incidência maior é na região inferior da coluna (entre as vértebras L5 e S1), podendo ser notada ali uma mancha e a presença anormal de cabelo.

Já no caso da espinha bífida cística, além da imperfeição da coluna vertebral, há envolvimento da medula e das peças que a protegem, levando a uma saliência nas costas do bebê.

Como é o tratamento para espinha bífida

Embora não exista cura para a espinha bífida, um tratamento cirúrgico é recomendado para amenizar o quadro e evitar maiores complicações por meio de recolocação da espinha e fechamento da abertura na coluna vertebral. O que é feito logo nos primeiros dias de vida.

Infelizmente, nem sempre o procedimento consegue impedir alguns problemas neurológicos.

As formas de terapia dependem, obviamente, da espécie de deformidade. Na maioria das vezes, a espinha bífida oculta, por exemplo, não precisa de intervenções médicas.

Em um quadro de mielomeningocele, logo após o nascer e até ser operado, o bebê precisa ser mantido deitado de barriga para baixo. A lesão aberta deve ser coberta com compressas de soro fisiológico para evitar infecção.

Se o caso é espinha bífida sacra com hidrocefalia, a cirurgia serve para drenar o excesso de líquido do cérebro para o abdômen, para evitar ou minimizar as consequências.

Fisioterapia específica para espinha bífida cística também ajuda bastante, uma vez promove a independência da criança. Ela ajuda a andar, usar uma cadeira de rodas, controlar os músculos da bexiga e intestinos, a prevenir contraturas e deformidades.

Espero que o post de hoje possa ajudar você a entender melhor a espinha bífida.

Até breve com muito mais conteúdo!