Exames de pré-natal: você sabe quais precisa fazer?

Descobriu agora que a tão esperada gravidez finalmente aconteceu? Parabéns! Para facilitar sua vida, dá uma olhada no artigo de hoje. Ele traz uma lista com os principais exames de pré-natal.

O médico explicará tudo direitinho, mas eu já adianto algumas coisinhas para você ficar mais tranquila.

Cada grávida é um caso único, algumas precisam de cuidados especiais. No geral, o conjunto de exames é o seguinte:

1. Começo do pré-natal

Fezes – indica se há parasitas intestinais. Lembrando que eles são responsáveis pela anemia e vários outros problemas.

Sangue – mostra a tipagem sanguínea da gestante; serve para medir os hormônios; verifica os anticorpos da tireoide em busca de anemia e infecções; checa o nível de açúcar e o risco de doenças como rubéola e toxoplasmose, entre outras funções.

Urina – mostra se há infecção e/ou proteínas capazes de levar à pré-eclâmpsia. É imprescindível ao acompanhamento das grávidas diabéticas.

2. Entre 5ª e a 8ª semana de gravidez

Ultrassonografia intravaginal – é importante para visualizar o embrião e o saco gestacional; serve para definir o tempo de gravidez e a possível data do parto. Permite, ainda, ouvir os batimentos cardíacos do embrião, quando feito após a sexta semana.

3. Entre a 11ª e a 14ª semana de gestação

Ultrassonografia da transluscência nucal – possibilita conferir riscos de anomalias como a Síndrome de Down, por meio da medição da espessura do fluido entre a pele e a gordura da nuca do bebê.

4. Entre a 20ª e a 22ª semana de gravidez

Ultrassonografia morfológica – na maior parte dos casos, permite visualizar o sexo da criança. Mas não é só isso! O tamanho do feto, seu peso e órgãos também passam por análise.

5. Entre a 24ª e a 28ª semana de gestação

Triagem de diabetes gestacional – serve para confirmar se a paciente desenvolveu a doença que ocorre na gravidez e pode até antecipar o parto.

6. Entre a 34ª e a 37ª semana de gestação

Triagem de estreptococo beta-hemolítico – uma amostra da secreção vaginal e uma do reto são retiradas e enviadas para o laboratório. A análise permite rastrear eventual infecção causada pela bactéria estreptococo do grupo B.

Ultrassonografia do terceiro trimestre – é fundamental para acompanhar o tamanho, o peso e a posição da criança, além da maturidade da placenta e da quantidade de líquido amniótico.

Estes foram os exames básicos de pré-natal. Quando um deles não tem bom resultado ou quando a grávida tem mais de 35 anos, doenças hereditárias, hipertensão e/ou diabetes, outros podem ser solicitados. Entre eles:

Amniocentese (a partir da 13ª semana) – similar à biópsia do vilo corial, também constata anormalidades genéticas no feto. Só que por meio da análise do líquido amniótico, que envolve o bebê.

Biópsia do vilo corial (11ª a 14ª semana) – normalmente, é solicitada quando há suspeita de alterações cromossômicas no feto. Uma dúvida que pode aparecer depois da ultrassonografia de translucência nucal.

Fibronectina fetal (18ª à 24ª) – através da análise da secreção vaginal, o médico avalia a chance de nascimento prematuro. É feita em mulheres com alto risco de parto prematuro, como as que tiveram problemas em gravidez anterior ou têm o colo do útero encurtado.

Teste de Coombs – é pedido se o fator Rh da mãe é negativo e o do pai positivo. O teste é por exame de sangue.

Ultrassonografia transvaginal (a partir da 12ª semana) – é indicada quando existe grande chance de prematuridade, como no caso de gêmeos. Ela verifica as condições do colo do útero.

Tenha uma boa alimentação, menos estresse e uma vida mais saudável. Assim, os riscos de complicações, doenças e dificuldades na gravidez podem ser minimizados.

Cuide-se e até o próximo artigo!