Extero-gestação: O que é?

Eu não fazia ideia do que era extero-gestação, até agora. E fui pesquisar, para variar. Descobri que os estudiosos hoje falam em um trimestre extra, só que fora útero. Ou seja, em vez de uma gravidez com 3 trimestres, contaria também o período de adaptação do bebê aqui fora.

É a extero-gestação, o primeiro trimestre de vida do bebê fora da confortável e segura barriguinha da mãe. Lá, o ambiente é aquático, com pouca luminosidade, além de sons familiares, os do corpo materno. Percepção de tempo, então, é quase nula.

Ainda dentro do ventre, o bebê é embalado pelos movimentos da mulher, por seu caminhar; e o corpo frágil do feto é protegido e contido pelo corpo dela.

Aí a criança nasce. E TU-DO muda. O ideal mesmo seria que a transição fosse o mais suave possível, com respeito ao que o pequeno ser conhece por mundo.

A extero-gestação envolve cuidados, sutilezas, eu diria até gentilezas. Pelo menos parece que deveria ser assim. E muitos profissionais da área médica, pais e outros interessados no tema estão frequentemente buscando as condições ideais de transição.

Na hora do parto, a luz pode ser reduzida; procura-se manter o máximo silêncio, ou pelo menos sons mais suaves; o contato com a mãe, mesmo em caso de cesárea, também ajuda a transitar de um universo a outro sem maiores sustos.

Apesar disso, os dias seguintes sempre terão choro, e não somente de fome. O recém-nascido mostrará que está desconfortável ou que tem alguma necessidade especial, chorando. É o único jeito que ele conhece, e logo perceberá que funciona.

Por isso, nos meses de extero-gestação, é tão importante tentar reproduzir o ambiente dele dentro do útero. É preciso lembrar como o bebê estava e fazer o máximo para trazer de volta alguma lembrança, mecanismo, temperatura, seja lá o que for para deixar o pequeno mais à vontade.

Veja 5 dicas que podem tranquilizar seu filho rapidinho:

Casulo ou Pacotinho

Enrole bem a criança com o cueiro, deixando-a de forma apertadinha como se estivesse dentro do útero. Só não deixe o pano ficar solto e encostando no rosto dela. É que o isso pode estimular seu filhote a buscar o peito, ou seja, ele ficará agitado em vez de se acalmar.

Posição de lado

Ficar apoiado nas próprias costas é novidade. No útero, a posição era fetal, lateral e de ponta cabeça. Como o ventre materno era um meio aquático, a pressão sobre a cabeça se anulava. Por este motivo, aqui fora ele não sente “saudade” disso.

O ideal, portanto, é deitá-lo de lado, embrulhado. Você também pode usar um sling, ou carregador de bebê, no qual ele fica com suas costas curvadas e encolhidinho, na postura de feto. Faz todo sentido, se a gente parar e pensar…

Barulhinho agradável

Acredite: o som mais conhecido para o bebê é o shhh, isto é, aquele que o corpo da mãe faz por dentro.

Para acalmar seu pimpolho, repita este som a 10 cm ou 20 cm de distância do ouvido dele, em volume igual ou acima do choro.

Outra dica é usar um secador de cabelos, aspirador de pó, um rádio fora de sintonia ou, ainda, um cd que reproduza o som do mar.

Balançar é preciso

Manter o neném junto ao corpo é tranquilizante porque no útero ele acompanhava todos os movimentos da mãe; caminhava com ela, estava lá ao levantar, deitar; o balanço era constante.

Que reproduzir a sensação que ele tinha? Coloque-o de bruços sobre o seu braço (cabeça dele sobre a sua mão, bumbum perto do cotovelo, perninhas e bracinhos soltos) e caminhe rapidamente. Aposto que ele vai adorar!

Experimente!

Até o próximo post…