Faz mal amamentar com febre? Saiba aqui

Em geral, a amamentação não faz mal ao bebê quando a mãe está com resfriado, infecção urinária, diarreia ou dengue, mesmo que tenha febre. Amamentar ou não depende do tipo de mal-estar, vírus ou bactéria que a mulher tem.

E tem sentido, afinal, quando a mãe apresenta algum problema que leve à febre, seu sistema imunológico está lutando bravamente contra a infecção – e transmitido todo um arsenal de anticorpos para o filho através do leite dela. Assim ele ficará protegido.

No entanto, se o problema for mais sério, como uma gripe forte, pneumonia ou herpes, com uma febre por mais de três dias, é necessária avaliação mais específica do caso.

Não deixe de consultar seu médico obstetra ou o pediatra para ter certeza de que o aleitamento será bom tanto para o bebê quanto para o seu organismo.

A mastite, por exemplo, é uma inflamação nos seios bastante comum em quem amamenta. Quando ela acontece, a mulher pode ter febre. Mas tem um detalhe: a própria amamentação ajuda a mãe a melhorar do problema.

Quanto ao aumento de temperatura ligado à doenças contagiosas, como resfriado, é interessante perguntar ao pediatra do seu filho se uma máscara facial seria indicada para reduzir o risco de o bebê pegar a doença enquanto mama.

Também é importante falar com o médico antes de tomar qualquer antibiótico para tratar o problema que está levando a lactante a apresentar quadro febril. Alguns remédios são incompatíveis com a amamentação.

O ideal é buscar uma alternativa para que a mãe não precise parar de dar o peito. Se não tiver opção, a dica é tirar o leite e jogá-lo fora enquanto estiver tomando o medicamento para não reduzir sua produção.

Mas é bem provável que não precise interromper a amamentação, pois, para a maioria das infecções bacterianas, já existe uma alternativa de antibiótico liberada nesta fase tão especial na vida da mulher e da criança.

Os malefícios de parar o aleitamento materno

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Não é raro uma mulher ser orientada a interromper a amamentação porque está tomando uma medicação. Sim, cada caso é um caso, mas a decisão sobre continuar dando o peito ao recém-nascido envolve muitas questões que vão além da quantidade de droga que o nenê recebe no leite materno.

Existem muitos riscos para a mãe, o bebê, a família e, em uma esfera mais ampla, a sociedade como um todo. A pergunta quase sempre é: a presença de uma pequena quantidade de remédio no alimento mais rico para a criança faz do leite um produto mais prejudicial do que a fórmula infantil? A resposta quase sempre é NÃO.

Isto é, o nível de droga no leite é QUASE SEMPRE seguro. Portanto, a mãe deve continuar amamentando quando está em tratamento.

Outra razão é a consequência da interrupção. Se o aleitamento materno é interrompido por uma semana, ou até mesmo poucos dias, isso pode acarretar desmame permanente. O bebê pode não querer mais pegar o peito.

Quando isso acontece e a criança ainda se recusa a tomar mamadeira, a situação fica ainda mais delicada.

Conclusões…

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Poucas doenças maternas exigem a parada do aleitamento. A infecção da mãe por HIV é uma delas. E muito ainda precisa ser estudado a esse respeito, mesmo que países como o Canadá privilegiem o aleitamento acima de tudo.

As infecções são as condições nas quais as mamães são frequentemente orientadas a parar de dar o peito ao filho.

Os vírus costumam provocar muitas infecções, sendo que muitas delas acontecem antes da lactante se dar conta que está doente. Ou seja, quando ela tem febre, coriza, tosse, mancha na pele, diarreia ou vômito, provavelmente, já terá passado a doença para o recém-nascido.

Por outro lado, o ato de amamentar protege o bebê. Se ele ficar doente, é possível que tenha sintomas menos severos do que se a amamentação fosse interrompida. Muitas vezes, a criança sequer adoece, pois o leite da mãe possui anticorpos que imunizam o filho.

Na dúvida, consulte sempre um médico. Saúde e até o próximo artigo!