Filhos entre primos: entenda os riscos genéticos

Quem nunca teve ou, no mínimo ouviu falar, de um amor entre primos? Mas quando esse sentimento dá origem a uma nova vida, será que existe problema para a formação do bebê? Veja agora no post sobre filhos entre primos!

Os riscos variam de casal para casal. Para ter a real noção se é recomendada ou não a procriação entre primos, o ideal é realizar o chamado aconselhamento genético.

Significa que é preciso fazer estudos na família para levantar o risco de aquele casal especificamente desenvolver alguma alteração no bebê que será gerado.

Sendo que, para os casais cujas famílias não têm histórico de doenças genéticas, o risco é baixo. O que não pode ser dito no caso de famílias nas quais doenças genéticas graves são comuns. Aí o perigo aumenta bastante.

Por isso, é necessário fazer no mínimo uma avaliação antes de tomar a decisão de ter filhos. Depois do aconselhamento genético, os primos escolhem se querem ou não correr o risco.

Filhos entre primos: afinal, pode ou não?

Não é de hoje que sabemos, ouvimos falar o seguinte: casar com primo de primeiro grau não é uma boa ideia, pois os filhos podem nascer com deficiências.

De geração em geração, isso foi passado praticamente assim, com estas palavras – e impediu o romance de muita gente, claro.

O aumento no risco acontece porque há uma união de duas pessoas que podem portar alguns dos mesmos genes causadores de enfermidades, heranças de ancestrais comuns.

Mas o tema é controverso, repleto de mitos e preconceitos. Muitas vezes sequer é discutida a verdadeira lógica por trás do assunto.

E o que não falta é gente para dar opinião sem fundamento científico ou médico, afirmando que é CERTEZA a ocorrência de malformações e doenças em bebês de primos.

Um estudo do Conselho Nacional da Sociedade de Genética dos Estados Unidos diz que a probabilidade de um casal sem parentesco ter uma criança com doença recessiva é de 3%. Enquanto os que possuem consanguinidade têm quase 6% de chance.

Isto é, ainda assim, a possibilidade de o bebê, fruto de relação entre parentes, nascer saudável é de 94%.

Casais primos têm o mesmo risco de desenvolver um feto com deficiência que uma mulher na faixa dos 40 anos de idade. É o que dizem os cientistas da Universidade de Massachusetts em artigo publicado na revista científica Public Library of Science.

Se o casal de primos já tem um filho (com doença recessiva), as chances de problemas genéticos na nova gestação dão um salto para algo em torno de 25%.

Primos mais que amigos…

Crianças precisam de amizades e relações na infância para seu desenvolvimento social acontecer de forma saudável.

Muitas vezes, os primos assumem o papel dos primeiros amigos. Se as famílias estão sempre por perto e a amizade flui naturalmente, a cumplicidade pode durar a vida toda.

Só que alguns ultrapassam os laços de amizade e, facilitados pela proximidade, entre outros fatores, acabam namorando.

Existem ainda os motivos exclusivamente sentimentais, nem sempre entendidos por todos, mas que parecem ser justificados em parte pela grande identificação que se forma entre aqueles que sempre brincam juntos.

Então, o laço afetivo cultivado desde pequeno dá lugar à paixão em determinado momento.

O que os psicólogos dizem é que a relação amorosa entre primos não precisa necessariamente ser incentivada. Porém, se ela acontecer, deve ser tratada de forma natural.

Uma coisa é certa: a vantagem de não precisar se adaptar à família do outro, já que todo mundo se conhece e, geralmente, tem um bom relacionamento.

Sobre filhos entre primos: é melhor estudar o assunto antes de dar opinião!
Até breve…