Grávida pode usar piercing? Saiba tudo aqui

Poder, até pode. Não existe lei proibindo. Só não deve. Os piercings são considerados sensuais e bonitos por muita gente, mas durante a gravidez costumam ser incômodos – e até perigosos.

A pele do umbigo e das áreas ao redor do objeto estica bastante, favorecendo o surgimento de irritação, dor e infecções. Com o passar dos meses, fica cada vez mais difícil manter o local limpo.

É aconselhável deixar para depois da gestação aquele sonho de ter um lindo enfeite no umbigo, por exemplo. Quem já possui um e pensa em engravidar, a dica é retirar a peça o quanto antes.

O motivo: mesmo retirando o piercing no início da gestação, o furo ainda pode se alargar. O ideal é se livrar dele meses antes da concepção para que haja cicatrização da pele antes de a barriga começar a crescer.

Para quem insiste em usar e deseja prolongar a presença do acessório ao máximo na gravidez, a recomendação médica é de permanência até a 20ª/24ª semana. Depois disso, a barriga cresce muito rapidamente, fazendo com que o ângulo do piercing seja alterado e cause desconforto.

É bom lembrar ainda que, em caso de uma cesariana, o adorno precisará ser retirado de qualquer forma, pois não é permitido metal próximo ao local da incisão.

Além de causar danos aos tecidos em torno do item, o aparelho utilizado para conter o sangramento das veias depois do parto pode estragar a joia. Sem contar que ninguém vai querer correr risco de perder o piercing dentro da barriga, não é mesmo?

Piercing na gravidez: sim ou não?

Grávidas mais moderninhas e cheias de estilo gostam de uma bijuteria ou joia em suas barriguinhas. Mas, os artefatos também são usados nos mamilos, rosto e até vagina.

Apesar de os enfeites não provocarem prejuízo para o feto, quando inseridos nos mamilos são capazes de afetar a drenagem do leite pelos principais ductos da mama localizados nas papilas.

Ao perfurar a região, portanto, a passagem do alimento materno corre o risco de ser alterada, não importa a época da gestação. Por isso, mulheres que desejam amamentar não deveriam colocar piercings nos mamilos antes de ter filhos.

Quanto ao piercing na vagina, é comum a ocorrência de infecções logo após a inserção do objeto. Depois de cicatrizada, a área só volta a infeccionar se houver algum trauma na região do orifício. Mas é preciso destacar que a presença do piercing, por si só, já facilita a ocorrência de lesões.

Na hora do parto, assim como o piercing do umbigo, o acessório vaginal também não pode estar presente quando a mulher é submetida a um procedimento cirúrgico por meio de bisturi elétrico.

Em relação à gestante que tem piercings e/ou tatuagens, devem ser feitos exames principalmente com objetivo de impedir a chamada transmissão vertical (de mãe para filho durante a gravidez) de doenças como AIDS e hepatites B e C.

É importante frisar que a colocação de piercings sem técnicas apropriadas eleva a possibilidade de contaminação por essas enfermidades.

Se você já tem piercing em alguma parte do corpo, grávida ou não, limpe a joia com frequência; mantenha a peça sempre higienizada para prevenir infecções.

Outra dica é retirar o enfeite no mínimo uma vez por semana, a partir da data indicada pelo profissional que colocou o piercing, e lavá-lo com água e sabão.

Cuide-se e até o próximo post!