Gravidez ectópica: conheça suas causas, sintomas e tratamentos

As tubas uterinas, que antes eram conhecidas por trompas de Falópio, são duas estruturas do sistema reprodutor feminino com cerca de 10 cm. Elas ficam uma de cada lado do útero, e é nelas que ocorre a fecundação.

Mas quando o óvulo acaba fixado na tuba, acontece a gravidez ectópica. Ou seja, a gestação não passa por seu processo natural, com o embrião devidamente ‘agarrado’ ao útero.

A maior parte das gestações ectópicas é notada nas porções distais, principalmente na ampola.

A gravidez ectópica costuma sofrer interrupção entre 6 de 12 semanas. O que varia de acordo com o local em que está implantada. Quanto menor o calibre da luz tubária, mais precoce é seu fim.

Os sintomas de ruptura deste tipo de gravidez podem ser hemorragia importante para dentro da cavidade do abdômen, dor abdominal, no pescoço e ombros, tontura e desmaio.

É um problema muitas vezes de emergência cirúrgica. Portanto, é fundamental seu diagnóstico o quanto antes.

Um detalhe importante: quando a gravidez nas tubas uterinas não é interrompida, a mulher pode não apresentar qualquer sintoma ou ter apenas leves indícios.

Para diferenciar uma gestação tubária de outras condições, tais como suspeita de aborto, infecções nas trompas, apendicite, cisto de ovário torcido e gestação normal, existem alguns exames.

Os mais solicitados são testes para medir perda de sangue e presença de infecção, além de ecografia pélvica transvaginal. Eventualmente, pede-se também uma punção do fundo do saco vaginal ou uma laparoscopia diagnóstica.

Por que ocorre a gravidez ectópica?

As causas da gravidez fora da cavidade uterina abrangem todas as condições que atrasam ou impedem a ida do ovo para o órgão no qual deveria se desenvolver. Entre os fatores, podemos citar:

  • Mecânicos – processos inflamatórios e as consequências deles; aderências tubárias, anormalidades ou cirurgias nas trompas; tumores, má formação tubária, gestação ectópica anterior e endometriose.
  • Funcionais – são os fatores que levam à redução da motilidade das trompas. Por exemplo: tabagismo, envelhecimento, grande quantidade de parceiros sexuais, drogas hormonais (indutoras da ovulação, pílula do dia seguinte, DIU contendo progesterona e progesterona presente em minipílulas).

No entanto, os fatores de risco acima nem sempre estão presentes quando a gestação fora do útero acontece. Na verdade, a ausência deles acontece em cerca de 50% dos casos.

A prevenção do problema inclui basicamente o tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, uso de métodos contraceptivos adequados e a prática de sexo seguro.

Como desconfiar de uma gravidez tubária, e qual o tratamento?

Em caso de:

  • Histórico menstrual seguido por sangramento anormal pela vagina
  • Dor pélvica ou abdominal de várias intensidades
  • Presença de massa dolorosa e palpável na altura das trompas e ovários

Quando a gestação ectópica na trompa, ainda não rompeu, possui menos de 4 cm, os níveis de hormônios estão diminuindo e não há sinais de batimentos cardíacos fetais, o procedimento é esperar.

O tratamento por cirurgia é indicado muitas vezes como um modo conservador, para preservar a trompa, e normalmente é feito por laparoscopia.

A maioria das gestações ectópicas é intratubária, isto é, não há qualquer chance de a gravidez seguir em frente, uma vez que o crescimento do feto provoca o rompimento da trompa. São raríssimos os casos em que a gestação é intra-abdominal e o bebê consegue se desenvolver.

Com o rompimento da tuba uterina, o risco de morte para mãe é alto, pois ele pode gerar sangramento intenso dentro do abdômen e choque hemorrágico.

A laparotomia é uma medida que costuma salvar pacientes em quadro de comprometimento hemodinâmico, porque já houve sangramento considerável para dentro da região abdominal.

A boa notícia é que, mesmo depois de um susto por causa de uma gravidez ectópica, as futuras mamães podem ter uma gestação intrauterina saudável.

Consulte sempre seu médico, e previna-se!

Até breve!