Icterícia Neonatal: Diagnóstico e tratamento

A Icterícia afeta em média 80% dos recém-nascidos, deixando a pele deles amarelada. A doença exige cuidados simples, mas sempre com acompanhamento médico.

Quanto detectada e controlada, a Icterícia Neonatal não apresenta maiores riscos, além do tom amarelo-alaranjado na pele e, em alguns, casos, no branco dos olhos da criança e outros tecidos do corpo.

Bebês saudáveis e absolutamente normais podem ficar com a pele amarelada nos primeiros dias fora do útero. Não é motivo para entrar em pânico, apenas fale com o pediatra.

O auge da Icterícia ocorre geralmente entre o segundo e o terceiro dia. Portanto, é uma condição normalmente diagnosticada e tratada ainda na maternidade. Mas, se o recém-nascido já estiver em casa e você notar a cor amarela na barriga ou nas pernas dele, o indicado é ligar para o médico ou voltar ao hospital para um exame.

Quando o sintoma surge depois do terceiro dia, pode estar associado a uma doença congênita ou infecção urinária. E deve ser investigado com maior persistência.

Crianças nascidas após 37 semanas de gravidez, recuperam as bochechas rosadas dentro de uma semana ou dez dias. Já os prematuros podem demorar um pouco mais para o aspecto da pele voltar ao padrão.

Diagnóstico

O diagnóstico da Icterícia é feito por meio de pressão do médico primeiramente na testa, em seguida no nariz e no tórax do bebê. É que o distúrbio costuma surgir na cabeça e ir descendo até os pés.

Quando esse tipo de avaliação não é suficiente, entra em cena o bilirrubinômetro transcutâneo. O equipamento é colocado na testa da criança e faz a leitura do problema, dispensando a coleta de sangue.

Porém, o nível exato de bilirrubina só pode ser determinado no exame de colhido em laboratório.

Por que a Icterícia Neonatal aparece?

O problema acontece quando há aumento do pigmento amarelo bilirrubina no sangue do recém-nascido. É uma substância produzida naturalmente por nosso organismo, consequência do rompimento das células vermelhas do sangue, que vivem por pouco tempo.

Quando as células vermelhas morrem, sua hemoglobina se transforma em bilirrubina, sendo esta segunda transportada para o fígado. Lá, a bilirrubina é metabolizada e, na sequência, eliminada por meio das fezes.

Se todo este processo não acontece como deveria, dá origem ao acúmulo de bilirrubina no sangue, e a pele fica amarelada.

Outra causa para a Icterícia Neonatal é a incompatibilidade de sangue entre mãe e filho – o que requer mais atenção.

Um exemplo: quando a mulher tem sangue Rh- e o filho Rh+, acontece uma grande destruição dos glóbulos vermelhos, de maneira rápida geralmente.

Com isso, não dá tempo de o fígado depurar a bilirrubina, fazendo subir a concentração dela na corrente sanguínea. A substância se espalha na pele e outros tecidos, e também é capaz de atravessar o limite entre o sangue e o sistema nervoso central.

Saiba mais sobre causas, consequências e tratamentos da Icterícia Neonatal

É possível, ainda, que o bebê nasça com excesso de produção de bilirrubina por causa de: hemoglobina demais; algum trauma que leve à formação de hematomas pelo corpo; ou demora na ligadura do cordão umbilical.

Na situação decorrente de hematoma, o organismo faz uma espécie de “limpeza” no lugar em que houve sangramento com depósito de hemoglobina, resultando na elevação da bilirrubina.

A imaturidade do fígado nos recém-nascidos é capaz também de provocar dificuldade de metabolizar o pigmento. Algo que tem fácil tratamento porque faz parte de nosso processo evolutivo, de nossa adaptação.

Na maior parte dos casos, a Icterícia Neonatal desaparece por conta própria. Mudanças na frequência da alimentação podem ajudar, pois quando o bebê mama poucas vezes compromete a excreção de bilirrubina pelas fezes.

Saúde, e até breve com mais conteúdo!