Importância da amamentação e doação de leite

Algumas mulheres desistem de amamentar diante de certas dificuldades iniciais; outras passam a fornecer ao filho leite industrializado, porque pensam que seu leite é fraco, embora isso seja um mito. Enfim, cada uma tem seus motivos. O que não muda é a importância da amamentação.

O leite humano é a alimentação perfeita para todas as crianças. Ele é considerado completo e suficiente para garantir o bom desenvolvimento do bebê até ele completar dois anos.

Tanto é que não há como imitar o leite humano, tamanha é a complexidade de sua composição. E ele é o único que pode ser oferecido direto de mãe para filho.

Quem mama no peito recebe uma rica composição de nutrientes, além de um produto de fácil digestão e que é completamente absorvido pelo delicado organismo infantil. Veja mais:

• O leite materno traz componentes capazes de proteger o bebê contra variadas doenças. Nenhum outro alimento possui a mesma ação imunológica que ele tem.

Depois da placenta, é através do leite da mãe que a criança consegue se defender de micro-organismos enquanto seu sistema de defesa amadurece.

• Nos primeiros dias pós-parto, o leite recebe o nome de colostro. Ele funciona como a primeira vacina para o bebê, pois traz grande quantidade de fatores que protegem contra doenças.

• A amamentação estreita o vínculo mãe-filho e atua sobre o desenvolvimento emocional, do sistema nervoso e da cognição.

• A primeira mamada é estimulada para acontecer na sala de parto mesmo. O momento de afeto também ajuda a tornar todo o processo de amamentação eficiente e menos desconfortável para ambos.

É bom que se diga: amamentar não deve doer. Se houver dor, é preciso verificar o que está causando o incômodo.

• Ao mamar nos primeiros minutos fora do útero, a criança entra em contato com a pele da mãe, um toque suave que estimula a mulher a liberar ocitocina, um hormônio que ativa a descida do leite.

Como você pode perceber, não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as crianças recebam somente leite materno até seis meses. E que, a partir de então, as mamadas continuem por dois anos ou mais, em conjunto com alimentos complementares adequados.

Gesto de amor que também pode salvar vidas

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No Brasil, milhares de recém-nascidos prematuros e abaixo do peso internados precisam de leite humano.

Evidências científicas revelam que bebês prematuros e/ou doentes que têm acesso ao alimento doado possuem mais chances de recuperação e de uma vida mais saudável.

Afinal, eles nasceram antes do tempo, estão passando por um momento de privação da amamentação no seio da mãe. É justamente quando eles mais precisam de ajuda.

O Ministério da Saúde e a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano promovem a Campanha Nacional de Doação de Leite Materno anualmente. Para marcar o período, existe o Dia de Doação de Leite Humano, que é comemorado em 19 de maio.

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora. Para isso, basta ser saudável e não tomar medicamento que interfira no aleitamento e na doação. Repito o que falei lá no comecinho do artigo: não existe leite materno fraco.

Não existe número determinado de vezes em que a doação pode ocorrer; varia muito de pessoa para pessoa. Lembrando que, quanto mais a mama é estimulada, mais leite ela será capaz de produzir. Ou seja, não há risco de “secar a produção”, não pelo motivo da doação.

A quantidade a ser doada também não tem limite e cada litro de leite humano disponibilizado nos bancos serve para alimentar até 10 bebês internados.

Se você está amamentando e tem condições de doar, participe! Tem sempre alguém precisando…

Até o próximo artigo!