Inseminação artificial: Entenda como funciona

A Inseminação Artificial é uma técnica de reprodução assistida indicada quando existem problemas leves de mobilidade dos espermatozoides, alterações no útero (endometriose leve) ou se não há razão aparente para a infertilidade.

O procedimento também pode ser feito com espermatozoides doados, caso o parceiro da mulher não possa fornecer o sêmen, ou, ainda, quando o casal é homoafetivo.

Ela consiste na injeção dos gametas masculinos dentro do útero da mulher durante seu período fértil, isto é, quando ela está ovulando. Um jeito de dar uma forcinha à união das células reprodutoras para que haja a fecundação.

No Brasil, a Inseminação Artificial existe desde a década de 1970. E durante bastante tempo ela foi a única alternativa para casais com dificuldades para ter um filho, no mundo todo. Mas o primeiro teste do procedimento aconteceu em 1884, nos Estados Unidos.

A taxa de sucesso por ciclo é de aproximadamente 20%. E quanto mais idade a mulher tiver, menores as chances de engravidar através da Inseminação Artificial, principalmente depois dos 35 anos.

E mais: o método oferece 15% de chance de uma gravidez gemelar. O que é considerado um risco, uma vez que gestações assim necessitam de um cuidado pré-natal maior e normalmente têm partos prematuros.

O primeiro passo da Inseminação Artificial é a coleta de uma porção de sêmen por meio da masturbação. O que pode ser feito em casa ou no laboratório.

O homem precisa passar por abstinência sexual de dois a cinco dias antes da coleta, para garantir a qualidade do material. Evitar excesso de estresse, calor na área genital, fumo e consumo de álcool no período também ajuda.

Recolhido o sêmen, é feita a análise da amostra, e uma seleção de espermatozoides de acordo com sua mobilidade.

No total, entre início do tratamento e a confirmação ou não da gravidez, o período da Inseminação Artificial dura cerca de um mês. E também envolve uso de remédio para estimular a ovulação.

Após a liberação dos óvulos, é feita a aplicação dos espermatozoides. O procedimento é realizado em clínicas de reprodução humana e lembra um exame Papanicolau. Com ajuda de um bico de pato, o médico insere um cateter fininho na vagina para a passagem dos espermatozoides.

Para achar o melhor local, é usado um aparelho de ultrassonografia, sendo que a Inseminação Artificial pode ser feita no colo do útero ou perto das trompas de Falópio.

Doze dias depois, um teste de gravidez confirmará se houve ou não sucesso no procedimento. Quando a fecundação não dá certo, é possível repetir tudo outra vez no próximo ciclo.

Normalmente, são sugeridas até duas novas tentativas com este método. O que pode acontecer de forma consecutiva sem prejuízos. Depois disso, o tratamento é considerado ineficaz. Uma nova conversa com o especialista poderá indicar outras opções, como a fertilização in vitro.

Inseminação Artificial é o mesmo que fertilização in vitro?

Não. Embora os dois métodos sirvam para a mesma coisa – possibilitar a gravidez em casos de infertilidade -, existe diferença no que diz respeito à forma de manipulação dos óvulos da futura mãe. A maneira como os óvulos são fecundados muda.

A Inseminação Artificial você já viu como funciona. Já a fertilização in vitro é mais complexa. E recomendada quando as tubas uterinas estão obstruídas, impedindo a fertilização natural.

Ela requer injeções diárias à base de hormônios, extração de óvulos, procedimento em laboratório para unir os dois gametas, e espera de 24 horas para ver se deu tudo certo. Ou seja, se existe um embrião para ser transferido para o útero.

E seja qual for o método, eu fico na torcida! Boa sorte, e até o próximo artigo…