Mal de Simioto: causas, sintomas e tratamento

O Mal de Simioto é frequentemente associado à desnutrição. Em algumas cidades brasileiras, quando uma criança mostra sinais de grande carência alimentar, logo surge a hipótese de que ela possa ter a Doença do Macaco, como é também chamada esta condição.

O nome é resultante de nossa cultura, e foi dado por causa da aparência que o enfermo fica ao desenvolver a doença. O aspecto seria similar ao do macaco, incluindo a magreza extrema.

Embora seja mais comum em crianças nos primeiros meses de vida, o Mal de Simioto pode afetar qualquer pessoa. Pelo menos é o que diz o conhecimento informal.

A cultura popular conhece bem o distúrbio, que ainda precisa de evidências médicas e mais estudos.

O Mal de Simioto não é reconhecido pela medicina. Sabe-se apenas que ele pode estar ligado a parasitas e que a forma mais eficaz de combatê-lo ainda é com os tratamentos alternativos.

A maior parte dos tratamentos para combater a Doença do Macaco é feita através de chás e ervas. Dependendo da localidade, as pessoas também recorrem às benzedeiras ou curandeiras.

O fato de possuir uma boa quantidade de sinais e sintomas pode ter como razão a própria carência de embasamento cientifico sobre o Mal de Simioto.

Na prática, o que acaba acontecendo é a medicina tradicional não diagnosticando a doença, somente atacando os sintomas que prejudicam a saúde de quem, possivelmente, é portador da condição.

Vale a pena reforçar que, mesmo não possuindo embasamento oficial, o Mal de Simioto requer auxílio médico especializado, pois a desnutrição é um quadro delicado. Aos primeiros sinais dela ou da Doença do Macaco, é preciso procurar um profissional o quanto antes.

Entenda melhor o Mal de Simioto

Além do conjunto de sintomas que fazem parte do contexto da desnutrição crônica e da presença de parasitas, existem dois outros elementos com boas possibilidades de estarem por trás da Doença do Macaco.

São eles: a má alimentação e a alergia ao leite de vaca. No segundo caso, seria uma reação a uma substância em especial encontrada no alimento bovino, a caseína. O que não deve ser confundido com intolerância à lactose, por exemplo.

A caseína é uma proteína encontrada no leite fresco, frequentemente presente no leite de mamíferos. Ela representa cerca de 80% da proteína achada no leite de vaca e de 20% a 45% do material proteico presente no leite humano.

O quadro clínico do Mal de Simioto pode se manifestar de duas maneiras: clássica e não clássica.

Quais os sintomas do Mal de Simioto (clássico)

  • Dor abdominal
  • Emagrecimento
  • Falta de apetite
  • Anemia não curável
  • Apatia
  • Desnutrição
  • Diarreia crônica
  • Distensão abdominal (barriga inchada)
  • Esterilidade
  • Glúteos atrofiados
  • Osteoporose
  • Abortos de repetição, em alguns casos
  • Pernas e braços finos
  • Vômito (refluxo)

Sintomas da Doença do Macaco (forma não clássica)

  • Alterações gastrointestinais não muito evidentes
  • Baixo ganho de peso e estatura
  • Constipação intestinal crônica
  • Esterilidade e osteoporose (antes da menopausa)
  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Manchas e alterações do esmalte dos dentes
  • Anemia
  • Prisão de ventre

Quando não tratado, o Mal de Simioto é capaz de levar a complicações mais sérias, como o câncer no intestino.

E como não podemos falar de Doença do Macaco sem citar a desnutrição, um ponto positivo é que o problema vem diminuindo no Brasil nas últimas décadas.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o percentual de mortes decorrentes da carência alimentar severa gira em torno de 20% em nível hospitalar.

A desnutrição grave pode ser fatal, principalmente para as crianças. É fundamental acompanhar com cuidado o peso e o desenvolvimento delas, procurando ajuda ao notar qualquer anormalidade.

O aleitamento materno até cerca de seis meses de vida ainda é a melhor estratégia para manter os pequenos saudáveis e longe da desnutrição. Mas, infelizmente, somente 10% das crianças brasileiras são amamentadas até essa fase.

Mal de Simioto, Doença do Macaco, desnutrição, enfim, seja qual for a condição, consulte um médico e recupere a saúde o mais rápido possível.

Até o próximo post!