Conheça os malefícios do andador infantil

Eles facilitam a vida dos pais, que não precisam ficar a todo instante pra lá e pra cá atrás do bebê. Sempre alvo de críticas e polêmicas, o famoso andador infantil pode de prejudicar a saúde da criança. Entenda seus malefícios no artigo de hoje.

O risco de acidente no andador infantil é muito grande. Chegam a comparar o equipamento no qual o bebê é colocado a uma Ferrari nas mãos de um adolescente.

Na maioria das vezes, o perigo está nas trombadas. Basta um brinquedo, sapato, um degrau ou qualquer outro obstáculo e pronto, o andador vira.

E geralmente é a cabeça a primeira parte do corpo da criança a ser atingida. O que pode causar traumatismos cranianos em diversos níveis, dos mais leves aos fatais.

A falsa sensação de segurança que o aparelho proporciona a quem cuida do bebê é perigosa também. A tendência é deixar a criança mais tempo sozinha, pois ela está presa ao andador, quando deveria ser justamente o contrário.

Em geral, o nenê está mais seguro no chão, desde que o espaço tenha sido preparado para ele.

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Além disso, o recurso não contribui em nada para agilizar o aprendizado do andar. Na verdade, pode até atrapalhar um pouco o processo, já que o desenvolvimento requer fases (rolar, sentar, engatinhar), embora alguns sejam mais adiantados e pulem uma ou outra.

Ou seja, a criança precisa mesmo do mais simples e clássico: brincar no chão. A não ser que o pediatra tenha motivo especial, como estimular certo tipo de musculatura ou movimento, para solicitar o uso do andador.

Mas o lactente deverá ser sempre acompanhado por um responsável. Mesmo com indicação do profissional de saúde, em hipótese nenhuma o bebê deve ficar largado sozinho com o andador, sem a presença de um adulto.

Andador infantil pode prejudicar o desenvolvimento

Muitos pais acreditam que o andador estimula mais a marcha de seus filhos. Porém, é um engano, pois eles ficam contidos no equipamento e engatinham menos. Assim, podem demorar mais para ficar de pé e caminhar sem apoio.

Por volta dos 7 meses, as crianças começam a levantar no berço ou no “chiqueirinho”. É uma prova de que, em alguns meses, elas estarão andando. Mas precisarão circular pela casa, descobrindo cada cantinho, pedindo ajuda para ficar em pé, ou seja, dando trabalho.

A solução prática para muitos adultos é o andador, na esperança de fazer o filhote acelerar o passo, enquanto a família cuida de outros afazeres. No entanto, o aparelho é condenado por pediatras, ortopedistas e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

No Canadá, a venda dos andadores infantis foi proibida. Outros países, tais como os Estados Unidos, querem o mesmo. O motivo mais importante é o grande número de acidentes graves envolvendo crianças e andadores. A maioria sofre traumatismo craniano e, em alguns casos, ocorre o óbito.

Existe, inclusive, uma análise da pesquisadora sueca Ingrid Emanuelson sobre as ocorrências de traumatismo craniano moderado em crianças menores de 4 anos. A conclusão do estudo: o produto infantil é mais perigoso que os aparelhos do playground.

Existem vários tipos de andadores. Os nos quais a criança fica sentada no meio, com os pezinhos empurrando o utensílio, podem chegar a 1 metro por segundo de velocidade. Se um objeto travar a rodinha, ele pode tombar, projetando a cabeça do neném em direção ao chão.

Os andadores nos quais o bebê só se apoia e empurra também são capazes de provocar acidentes, mas em menor escala e gravidade. A velocidade deles não é muito alta e se houver um escorregão, é mais difícil que a cabeça da criança toque primeiro o solo.

De qualquer maneira, todo cuidado é pouco! Criança precisa de atenção, de dedicação, mesmo que esteja em um aparelho que, aparentemente, permita sua independência. Aparentemente. Fique de olho…

Até breve!