O que não pode comer durante a gravidez?

A gravidez é uma fase bonita, mas que requer cuidados com a saúde da gestante e do bebê. Entre eles, evitar certos alimentos. Conheça os itens que devem ser riscados de vez ou reduzidos no menu das futuras mamães:

Adoçantes – embora precisem ser consumidos pelas grávidas que necessitam controlar o ganho de peso e pelas diabéticas, nem todos os tipos são permitidos.

E os que normalmente são liberados (acesulfame-K, sucralose e estévia) devem ser ingeridos na quantidade recomendada pelo médico.

Estudos indicam que sacarina e ciclamato têm efeito cancerígeno em animais. O aspartame também não é interessante porque expõe o feto ao ácido aspártico, fenilalanina e metanol.

As substâncias podem atrapalhar o crescimento e provocar distúrbios neurológicos no bebê.

Produtos ricos em açúcar – são fontes de calorias vazias e aumentam a chance de desenvolver a diabetes gestacional, quando consumidos em excesso. Então, vá com calma nos bolos e outros doces, além do refrigerante.

Alimentos conservados no sal – o problema deles é o alto teor de sódio, que é prejudicial para a gestante porque eleva o risco da pré-eclâmpsia.

Com isso, a pressão arterial da mulher sobe e o quadro pode se agravar evoluindo para a eclâmpsia, quando ela passa a ter convulsões. Um perigo para mãe e filho.

Embutidos – não são indicados na gravidez produtos como salame, presunto, mortadela, presunto de Parma e peito de peru, entre outros.

O ideal é cortá-los da alimentação. São itens processados que, na maioria das vezes, possuem muita gordura saturada, sódio, colesterol e muitos conservantes, além de grande risco de contaminação por microrganismos.

Canela – a especiaria favorece as contrações do útero; seu consumo em excesso pode levar ao aborto. Por isso, é melhor evitar o alimento em qualquer versão (no chá ou polvilhado em doces e frutas).

Queijos de casca branca – os tipos brie e camembert e queijos com fungos (roquefort e gorgonzola) não devem fazer parte da dieta de uma gestante por causa da possível presença de uma bactéria que causa a listeriose, doença capaz de prejudicar o feto.

A regra vale também para queijos do tipo frescal (ou “minas”). Enfim, todos os produtos que possam ser feitos com leite não pasteurizado.

Carne bovina crua (carpaccio) ou malpassada; carne de porco malpassada e ovos crus (em massa de bolo, ovo frito com gema mole, mousses, gemada etc.) – a ideia é fugir das bactérias que possam afetar o bebê.

Bife de fígado e miúdos – outros potencialmente perigosos para as gestantes devido à sobrecarga da forma retinoica da vitamina A, uma ameaça à saúde do feto.

Cação e peixe-espada – geralmente, eles contêm níveis perigosos de mercúrio e precisam ser riscados do cardápio da futura mamãe. Quanto ao atum, ele pode ser consumido, mas limitado a uma lata ou dois filés frescos por semana, também por conta o mercúrio.

Aliás, o cuidado com a ingestão dele deve começar antes mesmo da fecundação e se prolongar durante o período de amamentação.

Carnes e peixes crus merecem um destaque em relação ao que não pode comer durante a gravidez.

A proteína, seja das carnes brancas ou vermelhas, deve fazer parte das principais refeições da gestante.

O consumo delas cruas ou malpassadas, por si só, não prejudica o desenvolvimento do bebê. A questão é a procedência e a armazenagem dos alimentos que, se não forem da forma ideal, podem acarretar em contaminação por bactérias e protozoários.

Então, o recomendado é que as mulheres grávidas optem sempre por carnes bem-passadas, para não correrem o risco de ter uma diarreia ou algo pior. É o caso da toxoplasmose, uma doença perigosa para o bebê.

Cuide-se e até o próximo post!