Parto Humanizado: o que é isso, afinal?

Seria um parto na forma como a mãe quer e a saúde dela permitir, independente de acontecer na água, em casa, na cama, maternidade ou no centro cirúrgico.

Na verdade, há polêmica sobre o conceito. Porém, a maioria concorda que as decisões da mulher são mais respeitadas no parto humanizado em relação ao convencional.

Em outras palavras, quer dizer que:

1. A natureza deve fazer sua parte, sozinha, na maior parte do tempo. A parturiente segue o processo fisiológico do parto.

2. Deve haver o mínimo de intervenção médica. O médico fica ali como um expectador; só atua se ocorrer algum problema.

3. Apenas os procedimentos autorizados pela gestante são postos em prática, sempre levando em conta a segurança dela e do bebê, claro. Se ela quiser andar durante o trabalho de parto, ok.

4. Para acontecer o parto humanizado, é imprescindível que ambos estejam bem e com saúde, sem necessidade de cuidados extras.

Entenda o que é parto humanizado

Nem todo parto normal é humanizado. Existem vários procedimentos potenciais que podem ser feitos em um parto normal, e não no tipo humanizado.

E há relatos de mulheres que, embora submetidas à cesárea por causa das condições de saúde delas, tiveram momentos nos quais ficaram mais livres para sair um pouco do protocolo.

De que forma uma cesariana pode ser mais humana, mesmo sendo considerada uma cirurgia de médio porte?

Com pequenas mudanças, tais como manter o companheiro (ou acompanhante) na sala; deixar o pai cortar o cordão umbilical; controlar um pouco do ruído e da luz; reduzir a manipulação do bebê; permitir que o filho mame logo ao nascer.

Um detalhe essencial é que nada disso vale quando a cesárea é feita sem necessidade, pois a intervenção desta maneira é completamente oposta ao que prioriza um parto humanizado. Ou seja, é contrária ao bem-estar da mãe e do bebê.

A preparação para um parto humanizado começa com um bom pré-natal. É imprescindível saber se está tudo bem, para que haja mais segurança ao optar por um parto sem intervenções.

A segunda etapa é achar um obstetra que siga esta linha e saiba conduzir o nascimento desta forma. Procure um médico com o qual você tenha afinidade sobre suas escolhas. Se for preciso, troque de profissional.

Existem ainda grupos de apoio ao parto humanizado. Eles podem ser úteis também na hora de encontrar um médico com o perfil que você deseja.

Lembre-se: é preciso ter estrutura mínima para este tipo de parto, além de obstetra e equipe treinados – e motivados – para alcançar o objetivo.

O mais importante, no entanto, é que a gestante realmente queira todas as emoções e desconfortos que a humanização do parto traz. Jamais opte por isso, porque suas amigas estão falando ou porque está na “moda”. Na dúvida, procure conversar com alguém que já passou pela experiência.

Entre as vantagens do chamado parto humanizado, podemos citar:

• Não necessita de recuperação da anestesia;

• Não requer uso de medicamentos;

• A mulher não precisa passar pela episiotomia, que é uma pequena intervenção cirúrgica na região íntima para facilitar o nascimento do bebê;

• Há mais conforto emocional em comparação ao parto cesariano;

• A tendência é de restabelecimento mais rápido;

• A experiência do parto ganha uma percepção mais positiva por parte da mãe;

• Para os bebês, sabe-se que o risco de complicações tende a diminuir, pois o processo envolve menos estresse e uso de medicamentos;

• Em geral, o filho chega de uma forma mais tranquila e amamentação acontece ainda na sala de parto.

O fato é que, para recém-nascido, muitas das vantagens em longo prazo ainda não estão completamente esclarecidas. Mas, sem dúvida, existe a promoção do vínculo entre mãe e filho, tão importante no comecinho da vida dele.

E você? O que acha do parto humanizado?

Seu comentário será bem-vindo. Até breve!