Parto normal causa incontinência urinária?

Sim, mas nem sempre… Não quer dizer que todas as mulheres que passam pelo parto normal terão incontinência urinária. As causas do problema incluem: trabalho de parto induzido, parto prolongado e peso do bebê acima de 4 quilos.

O risco de a mulher desenvolver a incontinência é maior nas situações acima citadas, pois os músculos da pélvis ficam mais flácidos, permitindo que a urina escape facilmente.

Quando o nascimento da criança transcorre naturalmente, com tranquilidade do começo ao fim do processo, os ossos pélvicos abrem-se rapidamente; a musculatura local distende-se completamente e volta ao seu tônus anterior gradualmente.

Ou seja, não acontecem alterações mais severas e, portanto, as chances de sofrer de incontinência urinária são bastante reduzidas.

O problema pode ocorrer tanto na gravidez quanto após o parto. E muitas gestantes não sabem disso. É natural, portanto, não se preocupe. Compreenda as razões e fique mais tranquila:

• Durante a gestação, o útero dilatado costuma pressionar a bexiga, levando à incontinência. E mesmo após o nascimento, o órgão expandido ou a sobrecarga dele na hora do parto pode provocar a disfunção no sistema urinário.

Muitas mamães passam por isso durante e depois de darem à luz. Aproximadamente, 3 ou 4 meses após o parto, a incontinência deve parar, já que a bexiga e o útero voltam às suas posições originais.

• O principal motivo para surgimento do problema no pós-parto é a carga colocada no assoalho pélvico durante a chegada do bebê. O chamado pavimento da pélvis, localizado na parte inferior dela, é responsável pelo suporte dos órgãos abdominais.

O pavimento sustenta útero, bexiga e reto; e é composto por músculos e tecido fibroso. Quando ele fica flácido, a uretra para de fechar com firmeza, como deveria ser, levando assim à perda de urina.

• E ainda: se o tecido nervoso da área é danificado devido ao parto, desconfortos de percepção da bexiga e da uretra podem acontecer. Além da incontinência, a mulher pode não sentir vontade de urinar ou o xixi pode não sair.

Incontinência urinária: saiba mais sobre ela

 

Na maioria dos casos, o assoalho pélvico se recupera sozinho, vai melhorando aos poucos. Durante o período de recuperação, é indicado o uso de absorvente especial para ajudar a mãe a passar pelo transtorno de maneira mais confortável.

Sobre o tratamento do problema, ele pode ser feito por meio dos exercícios de Kegel, que são movimentos de contração e fortalecimento dos músculos pélvicos.

Fisioterapia ou cirurgia para a reparação do períneo também pode ser indicada para reverter o quadro. Evite forçar demais seu assoalho pélvico após o nascimento do seu filho.

Um trabalho de parto curto e menos intenso é o ideal, enquanto os partos difíceis favorecem o surgimento da incontinência urinária. Por isso, controle o ganho muito peso na gestação e fuja da hipertensão durante a gravidez.

Além disso, é fundamental empurrar na hora certa para diminuir a carga sobre o assoalho pélvico. Monitore seus esforços de acordo com as orientações médicas.

Gestantes com incontinência urinária têm 6 vezes mais risco de continuar com o problema depois de dar à luz, quando comparadas às mães que nunca tiveram os sintomas. É o que revela novo estudo sobre o tema.

E no grupo das que apresentavam o distúrbio e tiveram parto normal, a chance de a incontinência ficar nas primeiras semanas após o parto era ainda maior.

Mulheres acima do peso também apresentaram mais probabilidade, assim como as que tinham mais de 35 anos ou que traziam um histórico do problema na família.

Cuide-se e até o próximo post!