Pré-eclâmpsia: sintomas, prevenção e tratamento

Para muitos, é apenas pressão alta na gravidez. Mas, o problema é mais grave. Veja hoje o que é pré-eclâmpsia e como controlar a doença que coloca mãe e bebê em risco.

Um novo exame é capaz de detectar a enfermidade a partir da 9ª semana e, assim, tomar as providências para que o quadro não evolua.

Entenda como ocorre a pré-eclâmpsia

A gravidez é basicamente o crescimento de um ser geneticamente diferente no útero na mulher. Afinal, ele herdou metade dos genes do pai. Mas, a gestante não rejeita o “corpo estranho” porque desenvolve mecanismos imunológicos que protegem o feto.

Porém, em alguns casos, acontece a liberação de proteínas na circulação da mãe, provocando resposta imunológica. Com isso, as paredes dos vasos são agredidas, acontece a vasoconstrição e o aumento da pressão arterial.

A hipertensão arterial específica da gravidez é chamada de pré-eclâmpsia e suas causas ainda não estão totalmente claras.

A pré-eclâmpsia geralmente se manifesta a partir da 20ª semana de gestação. Além da hipertensão, sua principal característica provoca inchaço e dor de cabeça, entre outros sintomas.

Resultado: o fluxo de sangue para o feto é prejudicado, fazendo com que ele receba pouco alimento e fique mais fraco. O crescimento do bebê também fica comprometido.

Com isso, os médicos acabam tendo que tomar uma decisão emergencial, antecipando o parto.

Nas situações mais graves, uma mudança na coagulação do sangue leva ao descolamento prematuro da placenta. A complicação desencadeia hemorragia e é outro forte motivo para um parto de urgência.

Novidade sobre o tratamento da pré-eclâmpsia

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A boa notícia é que os recursos disponíveis hoje na medicina são capazes de impedir muitos problemas em boa parte dos casos. A descoberta precoce da pré-eclâmpsia é um diferencial importante. Felizmente, os modernos recursos tecnológicos permitem diagnóstico a tempo de evitar complicações.

É o caso do exame recém-chegado ao Brasil, o PIGF (Placental Grown Factor, ou Fator de Crescimento Placentário). O recurso já é usado na Europa e promete prever o risco de pré-eclâmpsia bem antes de surgirem os primeiros sintomas.

Funciona assim: é coletado sangue da mãe, de preferência na 10ª semana de gravidez (mas entre a 9ª e a 14ª também serve). O material é analisado em busca dos níveis de PIGF, um marcador bioquímico que pode ser indício da doença.

São avaliados, ainda, o histórico familiar, a pressão arterial e as artérias do útero.

Um software é responsável pelo cálculo do percentual de risco para pré-eclâmpsia. Então, é possível deter o avanço do problema.

Uma forma atual de frear a pré-eclâmpsia é a gestante tomar pequenas doses de ácido acetilsalicílico, segundo prescrição médica.

O tratamento é baseado em pesquisas da The Fetal Medicine Foundation, uma das maiores instituições médicas nessa área no mundo. O medicamento não anula a disfunção, mas diminui sua intensidade.

Na ausência do exame de PIGF, é bom ficar atenta aos sintomas da pré-eclâmpsia, especialmente as mulheres do grupo de risco, ou seja, aquelas com ganho de peso considerável em pouco tempo; inchaço nas mãos, pés e rosto, presença de espuma na urina.

Também podem surgir: dor de cabeça ou no abdômen e problemas na visão, como borrões.

Quando a disfunção é diagnosticada, o próprio obstetra pode tratá-la. Repouso, baixa ingestão de sal, controle de calorias, anti-hipertensivos e visitas frequentes ao médico fazem parte do tratamento.

Se o quadro é mais grave, a gestante pode ser internada para melhor acompanhamento. Com a situação estável, a gravidez segue normalmente.

As precauções reduzem o risco de evolução para a eclâmpsia, quando a mulher tem um comportamento que parece um “ataque”. Ela cai, perde a consciência e vomita. Situações severas podem levar a mãe e o bebê à morte.

Cuide-se e até a próxima!