Pré-natal odontológico: higiene bucal pode evitar partos prematuros

Olhando assim, talvez muita gente se pergunte: o que uma coisa tem a ver com a outra? Mas tem. Falta de higiene bucal é capaz de provocar diversos males, inclusive antecipar o nascimento de uma criança.

Não quer dizer que toda mãe que não for ao dentista terá parto prematuro. Mas a gengivite, um problema comum nas grávidas, é uma inflamação provocada por uma bactéria. Ela pode cair na corrente sanguínea e estimular as contrações do útero.

Só que não são poucas as mulheres que desconhecem a necessidade de cuidar da boca também durante a gravidez. Quando chega a hora de vivenciar a tão sonhada gestação, o primeiro passo é correr para o ginecologista em busca de respostas.

O planejamento do filho é cheio de “segredos” que só os médicos podem revelar. O problema é quando as futuras mamães esquecem de incluir a saúde bucal no pré-natal, o que pode trazer graves consequências.

Além de parto prematuro, podem ocorrer, ainda, quadros de pré-eclâmpsia e até prejuízos ao feto.

Mesmo as gestantes mais cuidadosas não estão livres do tal lapso de memória. Algumas seguem à risca as recomendações médicas, ingerem ácido fólico e vitaminas como manda o figurino. No entanto, não se lembram de visitar o dentista.

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E olha que as alterações hormonais, nutricionais, microbianas e metabólicas próprias da gestação deixam a mulher mais propensa às doenças nas gengivas. Mais uma razão para frequentar o consultório especializado.

Gravidez não causa gengivite, mas pode agravar um quadro preexistente ou iniciar o problema por causa das mudanças no organismo feminino, inevitáveis no período.

Existem fortes indícios de que as mamães com doença periodontal apresentam maior risco de ter filhos prematuros, ou seja, abaixo de 37 semanas de gestação; com baixo peso, isto é, menos de 2,5 kg, e ainda sofrer de pré-eclâmpsia.

Como a saúde da boca influencia a gravidez?

O fato é que 99% dos casos de gengivite poderiam ser evitados se as mulheres fizessem pré-natal odontológico. A doença não é fácil de ser percebida pela própria paciente.

A gengivite, ou inflamação da gengiva, ocorre por acúmulo de placa, uma película viscosa e transparente, mas cheia de bactérias, que se forma em 12 horas na gengiva e nos dentes. Seus sintomas são: vermelhidão, sangramento e, em alguns casos, inchaço.

O recuo da gengiva é outro sinal da doença, deixando os dentes com um aspecto alongado. O tratamento da gengivite é basicamente a escovação e o uso de fio dental no mínimo duas vezes por dia.

Quando o problema não é diagnosticado, a inflamação evolui para uma periodontite, causando danos mais severos e permanentes à dentição.

Mas a prevenção é sempre o melhor caminho. Por isso, é importante ir ao dentista antes de ficar grávida, para tratar problemas já existentes, e durante a gestação, avaliando a saúde bucal a cada três meses.

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Conclusão…

Cuidar da saúde do filho durante a gestação não se limita à alimentação saudável e ao acompanhamento médico impecável, mensalmente. O desenvolvimento ideal do feto também depende da higiene bucal da futura mamãe.

Umas das dificuldades para incluir no calendário de cuidados o pré-natal odontológico é um mito. É preciso vencer a ideia – comum entre as grávidas – de que não se pode tratar de dente durante a gestação, principalmente por causa da anestesia e possíveis radiografias.

Não é bem assim! Consulte seu dentista e tire suas dúvidas para não tomar as decisões erradas.

Saúde e até breve com mais conteúdo para você e o seu bebê!