Tenossinovite De Quervain: saiba tudo sobre a tendinite gestacional

Assim como existe a diabete gestacional, existe também a tendinite típica da gravidez. Hoje, vou falar sobre este problema conhecido no meio científico como Tenossinovite De Quervain.

Mulheres que acabaram de dar à luz repetem diversas vezes ao dia movimentos, como pôr a criança no colo, trocar fralda, pegar para amamentar, dar banho, tirar do colo e pôr no bercinho, e por aí vai… Ufa!

Pois, além do cansaço normal da nova função, a maternidade pode trazer um desconforto extra: a tendinite nos punhos, antebraços, cotovelos, mãos e ombros.

A chamada Tendinite De Quervain pode causar dores intensas. O problema começa na base do dedo polegar e se intensifica quando os movimentos são feitos em direção ao dedo mínimo. Quando não é tratada, a lesão pode incapacitar a pessoa.

Só que o desenvolvimento da enfermidade não está relacionado somente aos movimentos repetitivos da nova rotina feminina. A doença é comum em gestantes e no pós-parto devido às mudanças hormonais no organismo.

Durante a gravidez, é produzido um hormônio chamado relaxina, cuja função é auxiliar no trabalho de parto. Ele age diretamente em todas as articulações, aumentando sua mobilidade e relaxando os ligamentos.

A natureza é sábia e tem mecanismos interessantes. Porém, apesar dos benefícios do hormônio na hora do parto, ele também favorece o surgimento da tendinite que pode impedir a mãe de segurar o bebê por muito tempo.

A inflamação geralmente aparece no terceiro trimestre de gravidez, podendo piorar no pós-parto. Afinal, os cuidados com o recém-nascido são capazes de potencializar a dor.

Para detectar o problema, é importante que a mulher observe se está apresentando fraqueza nas mãos para cumprir as tarefas cotidianas. Além da falta de força, a pessoa ainda tem dormência. E deve procurar um médico o quanto antes para fechar o diagnóstico e tomar providências.

Como prevenir a Tenossinovite De Quervain?

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• Manter uma rotina de atividades físicas e evitar movimentos repetidos podem aliviar os sintomas e prevenir crises;

• Ao amamentar o nenê, escolha uma postura correta e confortável, de preferência sentada em uma cadeira, mantendo os pés apoiados no chão e os braços em uma almofada. Relaxe os ombros para não sobrecarregar a coluna cervical;

• Depois de dar o peito, durma. Aproveite o descanso do bebê e relaxe um pouco também. É importante estar com as energias renovadas para continuar amamentando;

• Faça os seguintes exercícios antes e após o aleitamento materno: relaxe os ombros e eleve-os lentamente enquanto inspira; solte-os na expiração ou tracione a cabeça para baixo mantendo-a lá por dez segundos. Repita isso três vezes ao dia;

• Ative seu sistema linfático e o retorno venoso por meio de movimentos circulares com os pés. Faça isso cinco vezes para o lado direito e cinco para o esquerdo e mexa os pés para cima e para baixo com o mesmo número de repetições;

• Não abandone suas atividades físicas, a não ser que elas não estejam liberadas pelo obstetra;

Uma das dificuldades no tratamento é que a grávida não pode tomar determinados remédios, inclusive os anti-inflamatórios. Além disso, imobilizar a área do punho piora a retenção de líquidos e aumenta o inchaço da gestação.

Por isso, a Tenossinovite De Quervain normalmente é combatida com fisioterapia.

Há casos, ainda, em que a tendinite vem logo depois do parto, impedindo tarefas simples como trocar fraldas ou dar banho. Então, o uso de talas imobilizadoras com velcro pode ser indicado pelo médico para limitar a amplitude do movimento.

É interessante redobrar os cuidados durante a amamentação, evitando deixar a cervical tensa para não provocar dores. O posicionamento durante a mamada também é capaz de causar tendinite ou bursite, devido ao peso do bebê.

Aliás, a postura adotada ao carregar o recém-nascido e durante a lactação pode sobrecarregar diversas partes do corpo, como a região lombar e os joelhos, além das mãos.

Fique atenta e cuide-se!

Até o próximo artigo…