Videogames para crianças: Prós, contras e dicas

Eles são interativos, eletrônicos, cheios de imagens incríveis reproduzidas em tela de tevê ou computador e manipuladas por meio de console ou teclado.

Mas existe uma hora certa para dar videogame às crianças? E qual o lado positivo dele na vida dos pequenos?

O objetivo aqui não é tratar os videogames como mocinhos ou vilões, apenas trazer algumas questões e dicas sobre o assunto.

No geral, usados com limite e na hora certa, os aparelhos não prejudicam a rotina, muito menos os estudos da criançada. E ainda oferecem benefícios à saúde dos pequenos.

O que as crianças podem aprender com eles: disciplina; paciência; agilidade; tolerância a decepções; importância de seguir regras.

O relacionamento com os amiguinhos/companheiros de jogos é bom para estimular a ideia de divisão, interação, troca e cumplicidade.

Sem contar que os videogames para crianças auxiliam no lado intelectual, no emocional e na capacidade de concentração. Basta lembrar da quantidade de experiências toda vez que ganhamos ou perdemos uma fase, uma partida etc.

Além disso, por meio deles, acontece grande estímulo de sentidos, da percepção visual e aumento da imaginação. É claro que não estamos falando de jogos violentos, ok?

Para que o seu filho aproveite o melhor dessas maquininhas, ou seja, melhore sua coordenação, estratégia e planejamento, é fundamental que o jogo esteja de acordo com a faixa etária dele.

Com os devidos cuidados, ele (a) terá os benefícios em seu desenvolvimento cognitivo. Ou seja, no que diz respeito aos processos da mente no tratamento das informações (percepção, memória, raciocínio etc.), entre outros.

Mas e se a criança ficar muito tempo no videogame, é saudável?

Sem dúvidas, esta é uma das perguntas mais comuns nos consultórios. A resposta: o segredo está na busca pelo equilíbrio. Em geral, duas horas por dia são suficientes para diversão e aprendizado no videogame.

E quando começar? Bem, psicólogos, pediatras e neurologistas afirmam que o primeiro contato com um videogame deve acontecer a partir dos 4 anos de idade. É que, antes disso, as crianças não têm maturidade para lidar com controles, console, fios, CDs – e nem com as dificuldades dos jogos e imagens.

Mas é importante que a criança descanse a cada 50 minutos, pois a vista fica cansada; e o pequeno jogador pode sentir dores de cabeça devido ao excesso de tempo na frente da tevê.

Não se trata de simplesmente jogar ou não videogame, mas que tipo de relação o menino ou menina tem com ele, e como seus responsáveis administram essa relação.

Se o equipamento pode trazer benefícios e as crianças adoram, por que não aderir a ele de modo saudável?

E como seria esse tal modo saudável? Ficando de olho no tipo de jogo (lutas e guerras aumentam bastante a ansiedade, e sentimentos de agressividade); e criar regras claras em relação ao uso dos aparelhos.

É preciso adaptar a rotina de contato com os games à vida familiar, mantendo horário diário ou no final de semana específico para isso.

Vale a pena lembrar que é prejudicial ficar isolado (fisicamente) dos amigos o tempo inteiro apenas para jogar videogame; usar todo o tempo livre para trocar as tarefas da escola, brincadeiras reais e outras atividades por jogos eletrônicos.

E mais: um estudo feito na Universidade Michigan State, nos Estados Unidos, com 500 crianças de 12 anos, concluiu que “as que jogam videogame são mais criativas do que as que não jogam”.

Por outro lado, uma pesquisa diz que períodos longos na frente da televisão, seja jogando videogame ou surfando pelos canais, pode dificultar a concentração de crianças na escola.

É o que mostra trabalho publicado na revista Pediatrics por psicólogos do Laboratório de Pesquisa de Mídia, da Universidade de Iowa.

O que me faz lembrar outra vez daquele ditado que diz mais ou menos assim: “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”.

Pense bem, e até o próximo post!